Conservas de Peixe – Aspetos nutricionais
- Publicado:2011-09-15 Editado:2011-09-15
- Nutrição
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Há publicidade que fica definitivamente gravada na nossa memória. O consumo é o que se segue a uma campanha publicitária bem conseguida e com sucesso junto do público a que se destina. É uma boa forma de haver sempre oferta de peixe, mesmo em períodos de escassez, a indústria conserveira.
Pretende-se um produto prático, fornecendo uma boa qualidade alimentar, de uma forma rápida, coincidente com o nosso quotidiano. O consumidor deseja um produto que lhe permita um bom prato, conjugando qualidade e celeridade na preparação.
Que melhor publicidade que revelar os benefícios deste produto alimentar? Torná-lo familiar à nossa mesa, como um elemento imprescindível? Para tal, há que realçar o sabor, o odor, a textura e os benefícios para a saúde humana.
Para além da publicidade, para além das marcas, que são tentadoras na apresentação do produto que vendem, debrucemo-nos sobre as virtudes do peixe enlatado.
As conservas de peixe são ricas em nutrientes, pois possuem elementos responsáveis pela produção de energia e pela conservação da temperatura corporal. Possuem, de uma forma geral, proteínas, sais minerais, vitaminas, água e um elevado teor de Ómega-3.
Contrariamente aos detractores deste tipo de produtos, o peixe em conserva é um produto alimentar fresco, que foi esterilizado e metido em latas ou frascos devidamente esterilizados, fechados de modo hermético e com validade inscrita de vários anos. Este processo mantém intactas as propriedades das proteínas, lípidos e glícidos.
As vitaminas preservam o seu valor original, em cerca de 70%, mesmo após o processo de tratamento térmico e esterilização. As vitaminas A, D, e as do complexo B permanecem inalteradas, bem como os aminoácidos essenciais e o ácido gordo, o Ómega-3.
Muito tradicional em Portugal é a conserva de sardinha. A sardinha, chegada à fábrica, é processada e enlatada, selada e esterilizada. Este tratamento térmico da esterilização das conservas possibilita a obtenção de produtos com toda a segurança higiénica, mantendo um elevado valor nutritivo. Muitas das conservas são ao natural, em azeite, em óleo vegetal ou em tomate com ou sem picante.
De igual forma, embora capturados em fases do ano específicas quando são mais abundantes, o atum também é um peixe muito apreciado em conserva, sendo a sua posta a parte mais utilizada e comercializada ao natural, em azeite ou em óleo, temperado com vários condimentos. Conseguimos dispor, assim, de uma importante fonte de proteínas de qualidade, de gorduras insaturadas (boas), em quantidade superior às saturadas (más).
Nestas conservas de atum e de outros peixes há a presença de ácidos gordos ómega-3, tipo de gordura polinsaturada. Este ácido gordo é responsável, entre outras, pelas seguintes vantagens para a saúde humana:
- Diminuição de doenças cardíacas;
- Redução de gordura no sangue; redução do mau colesterol (LDL) e aumento do bom colesterol (HDL);
- É protector contra a hipertensão;
- Menor risco de doença cardiovascular, pois baixa o nível de triglicéridos e baixa a pressão arterial;
- Diminuição do risco de formação de coágulos e de acidentes vasculares cerebrais;
- Desenvolvimento adequado do cérebro e das retinas das crianças;
- Prevenção das deficiências em ácidos gordos essenciais em crianças;
- Efeito terapêutico em doenças inflamatórias da pele, bem como alívio de sintomas de doenças relacionadas com a pele;
- Protecção contra certos cancros e efeito benéfico em doenças auto-imunes;
- Curativo da depressão;
- …
As conservas do popular atum trazem também um aporte de:
- Proteínas responsáveis pela formação da estrutura muscular. Sob o efeito do calor da cozedura, proteínas são hidrolisadas, facilitando a sua digestão;
- Sais minerais, tais como ferro, cálcio, fósforo, magnésio e zinco;
- Vitaminas A, D e complexo B3, B6 e B12, responsáveis pela formação do sangue, boa saúde do sistema nervoso e óptimas para a visão e pele. – O alumínio da lata de conserva preserva o peixe da exposição da luz, conservando este componentes fotossensíveis (a vitamina A e as do complexo B), que se desintegrariam sob a sua acção.
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