A Cerveja Faz Ganhar Barriga?
- Publicado:2012-02-17 Editado:2012-02-17
- Nutrição
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“Bejeca”, fino, imperial, “lourinha”, muitas são as designações populares da cerveja. Na verdade, muito se diz sobre ela. De bem e de mal. De bem, que é refrescante e boa para o convívio com os amigos à volta de uns caracóis, de uns amendoins ou de qualquer aperitivo. Ou simplesmente a acompanhar a refeição. Ou a acompanhar o jogo de futebol do clube predileto, só ou, preferencialmente, em grupo.
Que é bom beber cerveja, isso é consensual para muitos. Mas, será que faz mal à saúde? Será que faz ganhar barriga?
É óbvio que tudo o que é excessivo é prejudicial. Contudo, uma cerveja por dia a uma das refeições não apresenta risco nenhum. Uma cerveja diariamente reduz o risco de doença cardiovascular e melhora o sistema ósseo, apontam alguns estudos. O máximo recomendado é de duas cervejas por dia. Ultrapassando esta quantidade, os efeitos positivos passam a negativos, com consequências nefastas no nível imunitário, rins e a nível hepático.
Segundo um estudo espanhol, demonstrou-se que o consumo moderado de cerveja, no máximo de 3 copos para os homens e 2 para as mulheres, por dia, tem efeitos positivos no organismo em indivíduos adultos e saudáveis. A bebida é feita com ingredientes 100% naturais, que são a água, a cevada e o lúpulo, para além de ser das raras bebidas que contêm vitaminas e minerais de forma natural: analisou parâmetros como a ausência de variação de peso, de índice de massa gorda e de massa corporal. Concluiu que o consumo moderado de cerveja, com ou sem álcool, não se traduz em modificações corporais, pois não altera a circunferência do braço, ancas ou cintura.
E, durante muito tempo, houve quem associasse o consumo de cerveja à dilatação da zona abdominal. Todavia, congratulem-se os amantes da cerveja! Nada existe, dizem muitos outros, que comprove essa suspeita. A dilatação do abdómen ocorre com a cerveja ou com outro qualquer alimento, se bem que a cerveja possua 135 kcal, em média. É evidente que quem consuma cerveja em excesso acompanhada por petiscos de alto valor calórico terá toda a probabilidade de engordar.
Pesquisas europeias referem que o aumento de peso corporal é genético e outras ainda que o consumo moderado de cerveja não modifica nem o peso nem a massa corporal. Preferem culpabilizar o estilo de vida por essa situação: o consumo em excesso da bebida, juntamente com outros alimentos, tem como consequência dilatar o estômago, que passará a exigir cada vez mais alimentos.
Contudo, alguns nutricionistas referem que a cerveja, sendo uma bebida fermentada, leva à formação de gases, quando consumida em excesso, e tem como consequência a dilatação abdominal.
Independentemente da polémica, esse excesso de peso concentrar-se-á na região da cintura e do abdómen, especialmente nos homens, tendo como resultado a “barriga de cerveja”. Por isso, perdê-la não é fácil. Segundo os endocrinologistas, essa gordura aí acumulada é mais difícil de perder e mais perigosa, a nível de saúde, do que os “pneus” e a celulite.
Os hábitos alimentares incorretos, o estilo de vida sedentário são fatores determinantes para a tal “barriga de cerveja”. Contudo, a genética pode explicar alguns outros: a variante DD do gene na enzima conversora de angiotensina é favorecedora da tal obesidade abdominal indesejável.
Ganham os treinadores dos ginásios que tentam fazer a reeducação alimentar dessas pessoas e organizar atividades físicas mais regulares durante toda a semana. Mesmo assim, essa é a opção mais indicada, pois, ao procurar o apoio de um profissional, consegue-se a orientação mais adequada para cada caso particular. É conveniente que, antes, se façam exames antes de iniciar qualquer tipo de exercício físico. Quem não tenha a disponibilidade para procurar o ginásio e os seus serviços, poderá e deverá optar por fazer caminhadas.
Que a barriga dilatada é uma realidade pouco salutar e inestética a evitar, é uma verdade incontornável; que tudo se quer “com conta, peso e medida” é outra a considerar. Há, pois, que não encontrar “bodes expiatórios” quando já identificámos os males.
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