Pastilhas Elásticas
- Publicado:2010-07-1 Editado:2010-07-1
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A origem desta “moda” de mascar pastilha elástica tem algumas versões controversas. Alguns autores afirmam que este hábito de mascar pastilhas elásticas surgiu entre os índios em Guatemala, que mascavam resina extraída de uma árvore com o nome de Chicle, tendo como finalidade a estimulação da salivação. Outros, que esta “moda” surgiu entre os Maias, no México, que por sua vez mascavam uma espécie de goma obtida de látex que escorria dos cortes feitos nas árvores com o nome de Sapota Zapotilla, nome dado à árvore na época, sendo este um hábito que os Astecas adquiriram. Ainda na Grécia antiga era comum mastigar a resina de árvores com o nome de Mastiche para lavar os dentes e eliminar o mau hálito.
Em torno dos anos 60, no século XIX, António López de Santa Ana, que era presidente general mexicano nos Estados Unidos, levou até à América do Norte uma resina cremosa, conhecida hoje como o látex, a que chamavam cihicle. Apresentou-a ao Sr. Thomas Adams Jr., um fotógrafo inventor nova-iorquino, que tentou por sua vez, sem sucesso, vulcanizar a resina utilizando-a depois para o fabrico de pastilhas elásticas que se tornaram um grande sucesso na altura. Mais tarde, melhorou o sabor acrescentado licor, o que acabou por deixar os seus cliente ainda mais radiantes com a inovação da pastilha.
Industrialmente, a produção desta matéria iniciou-se em 1872 quando o americano Thomas Adams Jr. iniciou a venda de pedaços de cera parafinada com alcaçuz.
A pastilha elástica fez furor nos tempos de guerra, mais precisamente durante e após a segunda guerra mundial, ao aumentar a sua popularidade, não só nos Estados Unidos mas ainda um pouco por todo o mundo. Tendo em conta que a pastilha elástica foi utilizada como forma de terapia relaxante para o stress diário de que todos eram vitimas. E ainda para evitar o congelamento do maxilar durante as grandes emboscadas nocturnas que duravam horas com corpos expostos ao frio.
A Pastilha Elástica na Saúde
A pastilha elástica pode de certa forma, provocar caries. Mas é importante referir que a pastilha pode contribuir para a limpeza dos dentes.
Por norma ouve-se dizer que as crianças são bastante apegadas à pastilha elástica. Contudo, os adultos de hoje são basicamente iguais aos mais novos nesta área. Em suma, a indústria direccionada para este produto tem vindo a dedicar-se de empenhada de forma a que tem criado as mais diversas pastilhas com os demais requisitos que vão de encontro às necessidades do consumidor, como o exemplo da pastilha sem açucares, pastilhas que ajudam a branquear os dentes, mas mesmo sem deixar de lado as pastilhas com cores exóticas, as pastilhas recheadas e ainda com formatos variados para todos os gostos e necessidades.
Para a humanidade a pastilha sempre foi vista com maus olhos para a boca, pelo simples facto de ser visto como uma guloseima que atrapalha a dieta. Contudo existem algumas verdades e mentiras acerca deste produto.
A Verdade e a Mentira
Será que as pastilhas elásticas são prejudicais às dietas?
Não. As pastilhas, mesmo as que contem açúcar, não são assim tão ricas em calorias e, de certo modo, até ajudam a enganar a fome. Claro que as pastilhas com recheios apresentam, em média 13 a 15 calorias. Duas unidades desta pastilha acabam por adicionar 1 ponto na lista de dieta. Enquanto que uma pastilha sem açúcar apresenta 2 a 2,5 calorias por pastilha, sendo necessárias pelo menos 9 pastilhas para acumular 1 ponto. Se for uma pessoa que gosta de pastilhas e que durante o dia masca algumas unidades, o melhor a fazer é consumir as pastilhas sem açúcar.
A pastilha elástica pode causar dores de estômago?
Sim. Pois se uma pastilha elástica for mascada variadas vezes ao dia e o individuo apresenta-se à algumas horas sem ingerir qualquer alimento, esta vai estimular a produção dos líquidos gástricos presentes no estômago, que contém ácido clorídrico. A substância irá agir directamente nas paredes do estômago, podendo assim causar algumas dores ou má disposição. Sendo que, deve-se evitar consumir muitas pastilhas por dia.
Todos os tipos de pastilhas provocam cáries?
Não. O açúcar presente nas pastilhas é o grande causador das cáries. Por isto, as versões light podem ficar fora da lista negra. Tendo em conta que alguns corantes e conservantes na composição das pastilhas podem ser feitos à base de amido e carboidrato, que transformam-se em açúcar que também são prejudiciais aos dentes. Portanto, optar por pastilhas incolores e sem açucares é o caminho mais seguro.
A pastilha pode ser benéfica para a higiene oral?
Óbvio que sim. O mecanismo utilizado para mascar uma pastilha elástica com os dentes provoca uma limpeza superficial dos dentes. Quanto mais espessa for a pastilha, melhor será o resultado. Mas as pastilhas não substituem a lavagem dos dentes com escova e fio dental, nem tem o pode de remover a placa bacteriana ou prevenir a formação da mesma.
A pastilha alivia o mau hálito?
Com certeza. Dada a limpeza superficial da pastilha na nossa boca, o hálito é favorecido já que existe uma renovação de células na boca. Mas acaba por ser uma acção de momento. Não serve para todas as pessoas. Quem sofre de problemas orais, como periodonite, cáries ou uma restauração de danos na boca, pode ficar com um mau odor agravado com o uso das pastilhas. Tendo em conta que ao mascar uma pastilha elástica e o mau hálito não desaparecer deveremos recorrer a um especialista, pois podemos ter com toda a certeza problemas na boca.
As pastilhas ajudam a branquear os dentes?
Nunca. Mesmo com as versões que prometem esse mesmo efeito. Pois estas contêm concentrações muito baixas de peróxido, que é uma substância utilizada para branqueamento dos dentes, para poder proporcionar algum tipo de branqueamento. Além disto, a pastilha não pode ser usada em altas concentrações por serem produtos tóxicos. Uma observação feita é que o perióxido pode queimar as gengivas.
A pastilha é indicada para certos tratamentos na boca?
Sim. Em alguns casos, a pastilha é recomendada como acções de fisioterapia. Quando há inflamações nos músculos ou aberturas limitadas na boca. O uso da pastilha é benéfico para minimizar o inchaço, fortalecer a musculatura oral e recuperar movimentos da mandíbula.
Curiosidade: Para retirar a pastilha elástica dos tecidos, basta colocar gelo até enrijar.
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