Obesidade Infantil em Portugal
- Publicado:2011-12-8 Editado:2011-12-8
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Portugal é atualmente o terceiro país com maior índice de obesidade infantil da Europa, logo atrás da Itália e de Malta. Por isso, como é óbvio, as autoridades de Saúde portuguesas estão cada vez mais preocupadas com este problema.
Entre a década de setenta e o ano 2002, as crianças portuguesas aumentaram mais no peso do que a altura. Atualmente, cerca de 32 por cento das crianças entre os sete e os nove anos, em Portugal, têm excesso de peso, ou são obesas, sendo que este problema afeta principalmente as crianças do sexo feminino. Estes dados exigem a promoção de um programa nacional de intervenção que vise controlar a obesidade infantil.
Será bom que recordemos que a obesidade é uma doença que afecta seis em cada dez portugueses, custando cerca de 350 milhões de euros por ano ao Estado português, já no ano de 2002. Por isso, a Associação dos Doentes Obesos de Portugal, tem vindo a reivindicar algumas medidas concretas para o apoio, tratamento e sensibilização dos jovens. Na verdade, segundo esta associação, se não for feito um forte e imediato investimento no tratamento da obesidade, o nosso país correrá o risco de ver aumentar os custos nacionais com este problema de saúde para cerca de mil milhões de euros, em pouquíssimo tempo.
Fatores Que Contribuem Para o Problema
Embora a genética talvez seja um dos fatores que mais contribuem para a obesidade infantil, o constante aumento da obesidade nos últimos anos indica que os genes não são a única causa pois, se o número de nossos antepassados que sofriam deste problema era muito inferior, isso significa que os nossos genes não podem ter mudado assim tanto em tão pouco tempo.
De fato, embora existam muitos casos em que as causas da obesidade infantil são genéticas e hormonais, a maioria dos casos de excesso de peso resulta do fato que as crianças dos nossos dias comem muito e exercitam-se pouco. Existem dois fatores que têm contribuído muito para esta nova tendência nos hábitos alimentares.
O primeiro fator é que os pais que trabalham fora encontram menos tempo e energia para preparar as suas refeições, acabando assim por recorrer cada vez mais ao consumo de fast-food. É por isso que existem cada vez mais restaurantes especializados nesse tipo de comida espalhados por todo o mundo. O problema é que geralmente esse tipo de comida tem uma elevada concentração de açúcar e de gorduras, sendo oferecido em irresistíveis porções maiores.
O segundo fator é que as pessoas têm substituído o leite e a água por refrigerantes. No entanto, segundo certo nutricionista, uma pessoa que bebe apenas cerca de 600 ml de refrigerantes por dia pode chegar a engordar cerca de onze quilos por ano.
O outro problema está relacionado com a falta de atividade física. Na verdade, em média, uma criança com apenas três anos pratica apenas cerca de vinte minutos por dia de atividade física moderada a vigorosa. Esta tendência sedentária, deve-se principalmente ao fato de as crianças passarem demasiado tempo em frente à televisão, sendo mesmo incentivadas pelos pais a fazerem isso para que não os incomodem. Em vez disso, seria bom que os pais incentivassem os seus filhos a fazerem coisas divertidas como jogar à bola ou andar de bicicleta.
Existe Uma Solução?
Normalmente, os nutricionistas não recomendam dietas restritivas às crianças pois isso poderá comprometer o crescimento e a saúde delas. De modo que, uma das melhores estratégias para combater o excesso de peso nas crianças é por fazer um esforço para melhorar a qualidade da alimentação e também os níveis de exercício de toda a família.
Se toda a família fizer um esforço para ter hábitos saudáveis, estes também farão parte da vida dos seus filhos no futuro, promovendo assim uma vida mais saudável.
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