Afinal o Desporto Faz bem Ou Faz Mal à Saúde?
- Publicado:2009-11-1 Editado:2009-11-1
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Para quem procura a saúde, o desporto de rendimento não será certamente o ideal. No entanto, quando há motivação e empenho, a prática do desporto de competição pode ainda assim ter impacto positivo na qualidade de vida do praticante.
Como exemplo extremo do referido anteriormente, temos o jogador de Futebol brasileiro Garrincha, que na década de 60 encantou os palcos mundiais do Futebol. Com uma perna visivelmente mais curta que a outra, este jogador era capaz de driblar todo e mais algum defesa, passando “por toda a gente” e metendo literalmente a bola onde queria. Trata-se de um caso exemplar de alguém que transformou uma fraqueza na sua força. Uma pessoa que, não fosse a sua paixão por um desporto de competição (neste caso o Futebol) e não teria passado de “mais um coxo lá na aldeia”. Em vez disso, para sua sorte, foi reconhecido mundialmente pelas suas performances. De facto um caso exemplar. Menos exemplar terá sido o final da vida de Garrincha. Efectivamente a formação na área sócio-emocional pela qual esse atleta passou na sua infância e adolescência, não o prepararam para enfrentar o tipo de vida com que se deparou depois do seu sucesso mundial nos relvados. Devido a isso, deixou que o álcool e a vida boémia acabassem com ele prematuramente. No entanto isso não poderá nunca desvalorizar a elevadíssima performance que alcançou, tendo os problemas anatómicos que tinha.
Mas enquanto o Garrinchaa, que para além de ter uma perna mais curta que outra vários centímetros, tinha ainda outras mal formações nos membros inferiores, encontrou no desporto uma via de ascensão para a sua qualidade de vida, muitos outros atletas, infelizmente, vêem de facto a pagar mais tarde o stress mecânico a que submeteram as suas estruturas. O caso do também jogador de Futebol Zé Rafael (inícios da década de 80) foi bem exemplo disso. Graves lesões num dos joelhos terão levado a uma paraplegia anos mais tarde. Neste caso um jovem perfeitamente saudavel, viu a prática desportiva torná-lo, no mínimo, “menos-saudável”.
Há obviamente diferentes graus de risco associados à pratica do Desporto. Desportos como escalada livre, MMA, motocross, queda livre , etc., estarão no extremo mais alto do que se refere a riscos associados à prática. Mas abaixo disso há outros diferenciados níveis de risco associados à pratica Desportiva. Talvez se possa colocar o Futebol (que era a modalidade dos dois exemplos apontados) a meio dessa hipotética escala, não sei. Mas independentemente de todos os benefícios que a Prática Desportiva possa de facto trazer ao praticante (e até de se poder assumir como bastante educativa a aprendizagem da gestão do risco associado), obrigatoriamente se terá de diferenciar DESPORTO, de ACTIVIDADE FÍSICA PARA A MELHORIA DA SAÚDE e até, de certa forma, de ACTIVIDADE FÍSICA RECREATIVA!
Se alguém pretende exclusivamente melhorar a sua saúde, deverá ser aconselhado a fazer Exercício Físico para a Saúde e não Desporto ou mesmo Actividades Físicas Recreativas. O adequado Exercício Físico no contexto da melhoria da Saúde, deverá assumir sempre a melhor relação possível entre risco e benefício!
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