Otite Pode Ser Genética

Otite: identificada variante genética rara

Segundo se sabe há pessoas que sofrem de otites recorrentes, infeções do ouvido médio dolorosas e crónicas. Outras há que referem que nunca sentiram uma dor de ouvidos. Feito um estudo sobre esta temática, este veio afirmar que existe uma variante genética rara que pode muito bem ser a explicação para estes factos. As conclusões do estudo sobre a otite foram publicadas na conhecida revista “Nature Genetics”. Os responsáveis pelo referido estudo tentavam encontrar uma explicação ou seja ensaiavam encontrar um componente genético da otite.

Existem crianças que passam os primeiros anos de vida “reféns” de otites repetidas, enquanto outras nunca passam por esta experiência dolorosa. Esta diferença pode ser justificada por uma variante genética rara, que leva alguns indivíduos a terem mais propensão para infeções do ouvido médio crónicas e/ou dolorosas.

Existem crianças que passam os primeiros anos de vida “reféns” de otites repetidas que podem ser justificadas por uma variante genética rara, que leva alguns indivíduos a terem maior propensão para infeções do ouvido médio crónicas ou dolorosas.

Regie Lyn P, a líder deste ensaio, depois de se ter graduado foi como missionária para uma população das Filipinas, essa população havia sido escolhida exatamente porque era uma área onde a maioria das pessoas tinham uma relação genética. Durante o seu estudo, a médica missionária elaborou uma árvore genealógica que permitiu identificar quem sofria ou não de otite e outras infeções recorrentes do ouvido.

Todos os envolvidos apresentavam um estatuto socioeconómico parecido, usavam a mesma água do mar para nadar, tinham sido amamentados, tinham os mesmos hábitos alimentares e a mesma exposição ao fumo do tabaco. Estas condições vieram provar que os fatores ambientais eram fatores improváveis para o seu aparecimento da otite.

Regie conseguiu obter uma sequência genética das diferentes pessoas que compunham a população e verificou que cerca de oitenta por cento da população que apresentava uma variante específica do gene A2ML1 desenvolviam com frequência otite do ouvido médio. Esta mesma variante foi também identificada num grupo de crianças de Galveston em que uma em cada três apresentava otites de repetição. Esta variante rara do gene em questão foi identificada também em seis crianças propícias à otite que eram hispanos ou europeia-americanas.

Segundo a opinião de Regie Lyn, este não é o único gene que se encontra envolvido na predisposição das crianças para a otite média, no entanto pode ser um gene importante que não pode ser esquecido.

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