O Anti-envelhecimento: Uma Introdução
- Publicado:2010-04-14 Editado:2010-04-14
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O ser humano nasce, vive e morre. Viver implica envelhecer. Ninguém nunca conseguiu impedir que a passagem do tempo fosse visível. Com a idade, o nosso corpo muda e o nosso metabolismo altera-se. O envelhecimento consiste, deste modo, na deterioração natural das nossas células. A nossa sociedade tem hoje em dia uma abordagem científica da morte e são muitos os que defendem que o envelhecimento não é uma fatalidade e que pode ser combatido.
Há uma grande fé nos progressos futuros da medicina. São levadas a cabo inúmeras investigações para que sejam encontradas formas de travar e impedir o envelhecimento e são muitos os que acreditam que um dia será possível viver eternamente.
O QUE É O ENVELHECIMENTO? O QUE É O ANTI-ENVELHECIMENTO?
O envelhecimento consiste na acumulação de um conjunto de deteriorações das nossas células, tecidos e órgãos. A esperança de vida máxima é actualmente de 120 anos. Este número tem aumentado de forma contínua e isto porque as condições de vida têm melhorado.
São vários os factores que influenciam os valores da esperança de vida. Um deles é a taxa de mortalidade infantil. A taxa de mortalidade infantil é um dos valores que mais influenciam de forma negativa os valores da esperança de vida, tendo em conta que agrava em muito a média de esperança de vida. Ultrapassado o problema da mortalidade infantil, existem formas de melhorar os valores da esperança de vida. Uma dessas formas é a adopção de hábitos de vida saudáveis, o que subentende uma dieta alimentar saudável, a prática de algum exercício físico e a recusa de determinados comportamentos considerados prejudiciais para a nossa saúde.
Devemos assim mantermo-nos afastados do tabaco e do álcool, por exemplo. Em teoria, para travar o processo de envelhecimento, é necessário substituir periodicamente os tecidos deteriorados ou proceder à reparação molecular ou ao rejuvenescimento das células e dos tecidos danificados.
Entendemos por anti-envelhecimento todos os procedimentos para travar ou inverter o processo de envelhecimento e assim aumentar a esperança de vida. Todos aqueles que pretendem viver mais tempo acreditam que as investigações e as descobertas futuras no que diz respeito ao rejuvenescimento dos tecidos graças às células-mãe, à reparação molecular e ao transplante de órgãos (com, por exemplo, órgãos artificiais ou através da xenotransplantação, isto é, a transplantação de órgãos de animais) permitirão ao ser humano expandir ad vitam eternam a sua esperança de vida.
Aproveitando o desejo de imortalidade do ser humano, a indústria dos produtos anti-envelhecimento – tais como os produtos relacionados com suplementos alimentares, cuidados da pele, tratamentos de hormonas, vitaminas – encontrou aqui um mercado em plena expansão, o qual envolve cada ano valores astronómicos.
Os contributos para o bem-estar e contra o envelhecimento deste tipo de produtos ainda não foram provados. A verdade é que nem toda a grande parte da comunidade médica concorda com aquilo que estes produtos anti-envelhecimento subentendem. Muitos especialistas questionam-se, de facto, sobre a esperança de vida. Questionam se a esperança de vida deve ser expandida e como o fazer.
FORMAS PORVENTURA MAIS “CONVENCIONAIS”
Existem, como já referimos anteriormente, determinadas estratégias para tentar reduzir os efeitos do envelhecimento.
A alimentação
A alimentação tem sido uma das grandes preocupações de todos aqueles que procuram uma forma de prolongar a vida do ser humano. As investigações, muitas delas mais ou menos científicas, estiveram na origem da introdução no mercado de produtos dietéticos supostamente benéficos para a nossa saúde e que alegadamente permitem o prolongamento da nossa esperança de vida. Por vezes, aquilo que os defensores ferrenhos do prolongamento da vida aconselham aparece como um tanto contraditório. As dietas alimentares por eles aconselhadas são a dieta paleolítica e a dieta de restrição calórica.
A ingestão de determinadas substâncias
Outros especialistas desta área promovem a ingestão de substâncias como a vitamina C, o ácido lipóico, ou ainda a oxitoxina. Trata-se geralmente de antioxidantes que alegadamente ajudam a combater os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das nossas células, e assim do nosso corpo.
A cirurgia plástica
A cirurgia plástica é uma das práticas às quais os indivíduos recorrem cada vez mais. As injecções de Botox e os tratamentos de pele são apenas dois exemplos das inúmeras soluções apresentadas por este ramo da medicina. As pessoas recorrem a estas técnicas para corrigir os danos e as marcas provocados pela passagem do tempo. Existe aqui um aspecto apenas, digamos, estético, visto que a cosmética não influencia em nada a nossa esperança de vida.
Tratamentos de hormonas
A utilização de tratamentos de hormonas nem sempre é vista de um bom olho por todo o corpo médico. Ainda não foi possível provar os resultados deste género de tratamentos. Uma das hormonas utilizadas é a hormona do crescimento, e isto porque, segundo os resultados obtidos nas experiências com animais, esta tem sido a hormona que tem permitido obter uma melhoria da esperança de vida.
Formas porventura menos “convencionais”
As formas de combater o envelhecimento que acabámos de ver são pouco radicais se as compararmos com outras como, por exemplo, a clonagem ou a substituição de órgãos ou partes do corpo. Há quem defenda que a clonagem terapêutica e as investigações no que diz respeito às células-mãe poderão um dia dar origem à criação de células, de partes do corpo do ser humano ou ainda de corpos inteiros. Defendem também que as tecnologias necessárias poderão ser rapidamente desenvolvidas. Certos indivíduos defendem que, em 2030, a medicina será capaz de “curar” o envelhecimento.
O uso de células-mãe
Algumas destas práticas implicam o uso de células-mãe de origem humana, sendo que se trata ainda de algo controverso. Os que têm uma opinião contrária apoiam-se em argumentos de teor religioso ou ético. Os que são favoráveis a estas práticas referem, porém, que os casos em que estas células são utilizadas já são vários. As dúvidas são válidas quando se pensa em clonagem. As mentes mais arrojadas imaginam já a clonagem de corpos inteiros sem consciência para dar lugar a um transplante do cérebro.
A criogenização
São muitos aqueles que acreditam que a criogenização possa ser um método para prolongar a nossa esperança de vida. Esta prática consiste na conservação do corpo humano a temperaturas muito baixas depois da morte, e isto para conservá-lo até que, no futuro, a medicina e as tecnologias permitam a ressuscitação e a reparação dos tecidos danificados. O processo seria facilitado graças ao frio, o qual protegeria o corpo de uma deterioração biológica lógica. Este método não é aceite pela comunidade médica.
CONCLUSÃO
A maioria dos métodos defendidos por aqueles que acreditam na possibilidade de aumentar a esperança de vida do ser humano para que ele viva eternamente ainda está por descobrir ou inventar. Existe assim uma grande crença e fé no desenvolvimento da medicina, assim como nas suas capacidades.
O desejo e a ânsia do ser humano de aumentar a sua esperança de vida está, é claro, associada a certas questões de ordem mais ética. O debate não é, de facto, pacífico. Alguns assimilam o envelhecimento a uma doença ao passo que outros defendem que se trata de um processo natural e que todos os que são a favor das técnicas anti-envelhecimento apenas pretendem lucrar com elas, aproveitando-se do desejo de imortalidade do ser humano.
Podemos certamente afirmar que existem formas naturais de estendermos a nossa esperança de vida levando uma vida saudável e assim preservando-nos de determinadas doenças e patologias. Porém, quanto a outras formas, estas ainda não fazem parte do nosso presente, embora já não estejam tanto afastadas da realidade.
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