Como Previnir e Tratar o Câncer de Pele

A pele é o maior órgão do corpo humano e o mais exposto aos agentes externos, como poluição, radiação solar, substâncias, entre outros.

Devido à falta de prevenção, muitas pessoas desenvolvem câncer de pele, especialmente àquelas que moram em regiões onde a radiação solar é elevada.

Porém, se o câncer for diagnosticado precocemente, tem alta possibilidade de cura.

O câncer de pele é um tumor cujo surgimento está relacionado à formação de células da pele que sofreram mutação e aumentaram de forma desequilibrada e anômala, surgindo, assim, um novo tecido. A essa proliferação anormal, dá-se o nome de neoplasia.

A doença atinge principalmente indivíduos de pele branca, como àquelas do fototipo I (pessoas de pele clara, olhos azuis e com sardas) e fototipo II (indivíduos de pele clara; olhos azuis, verdes ou castanhos claros e cabelos louros ou ruivos).

Esses tipos de pele são bastante sensíveis ao sol, queimam com facilidade e não bronzeiam, ou raramente bronzeiam, como é o caso do fototipo II.

A pele é o maior órgão do corpo humano e o mais exposto aos agentes externos, como poluição, radiação solar, substâncias, entre outros (Autor: Monik Markus)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o mais exposto aos agentes externos, como poluição, radiação solar, substâncias, entre outros (Autor: Monik Markus)

Uma das principais causas para o surgimento deste câncer é a radiação ultra-violeta solar, quando prolongada e frequente, em horário impróprio, compreendido entre 10 às 16 horas.

Apesar do sol ser um dos principais fatores do câncer de pele, existem outros, como o uso constante do elemento químico arsênico; irritação crônica na epiderme, a exemplo da úlcera de Marjolin e queimaduras.

Há diferentes tipos de manifestações do câncer de pele, algumas mais graves e outras de efeito mais brando. O menos agressivo, porém mais frequente, é o tipo carcinoma basocelular, que é diagnosticado em mais de 60% dos casos; o carcinoma epidermóide é o segundo mais comum, e por fim, o melanoma, que é a ocorrência mais grave do câncer de pele.

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide são categorizados como câncer de pele não melanoma e se detectados precocemente, podem ser tratados com mais facilidade.

Já o melanoma é o câncer de pele de maior risco, com alta probabilidade de metástase. Este tipo se origina nos melanócitos, que são as células responsáveis por produzir melanina, e aparece, na maioria das vezes, em indivíduos adultos de cor branca. Se o melanoma não for descoberto em seus estágios iniciais e já estiver em metástase, não tem cura.

Os tipos de câncer menos agressivos, se tratados adequadamente, quase não levam a óbito, ao contrário do melanoma, que mata boa parte dos portadores que não diagnosticam prematuramente a doença.

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Como Prevenir e Tratar o Câncer de Pele

A exposição ao sol de maneira exagerada e sem os devidos cuidados é o fator de maior causa do câncer de pele. Os raios UVA (mais agressivos) são absorvidos durante o dia todo e conseguem penetrar nas camadas mais internas da pele e com o tempo, pode causar envelhecimento precoce e até câncer.

Por outro lado, o UVB tem maior incidência das 10 às 16 horas, sendo o responsável pelo ardor e vermelhidão na pele, e após muito tempo de exposição ao sol, pode lesionar a pele, facilitando que se desenvolva o câncer.

O efeito da radiação na pele é a longo prazo, por isso, é recomendável fortemente que mesmo os jovens se protejam adequadamente para evitar no futuro complicações sérias como o câncer. A melhor forma de se precaver é tomando medidas simples, porém bem eficientes, como, por exemplo, usar sempre filtro solar com proteção adequada ao seu tipo de pele, no mínimo fator (FPS) 15, reaplicando após sair da água ou quando tiver transpirando muito; utilizar protetor labial, pois os lábios é um dos locais de maior ocorrência do câncer; utilizar bonés e chapéus em conjunto com o protetor solar; na praia, preferir ficar na sombra; evitar exposição solar entre as 10 e 16 horas e buscar ajuda médica sempre que perceber alguma mancha que mudou ou ferida na pele que sangra e não cicatriza.

As áreas mais afetadas pelo câncer de pele são as orelhas, cabeça, braços, pernas, tronco e pescoço. Mas a doença pode se manifestar em outras regiões como na unha, couro cabeludo, pés e até mesmo em partes das genitais.

Alguns indícios da doença são: pinta escura irregular que causa coceira e descama; lesões com textura rígida, com brilho ou de cor vermelha; ferimentos na pele que sangram e nunca cicatrizam; manchas que mudam constantemente de tamanho, formato e tonalidade.

O tratamento da doença vai depender do grau e o passo inicial é realizar uma biopsia para identificação do tipo de câncer. O carcinoma basocelulares e o carcinoma epidermóide, tipos menos graves, têm tratamento similar, utilizando o procedimento de raspagem e queimadura do câncer, sendo que, em algumas situações, pode ser preciso recorrer à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Já nos casos de melanoma, a intervenção cirúrgica é necessária, mas se for detectado metástase, pouco pode ser feito, e o médico deve estudar alternativas que possam aliviar os efeitos e proporcionar bem-estar ao paciente.

Percebe-se, pois, que o câncer de pele é uma doença séria, que pode ser evitada tomando medidas preventivas básicas. A melhor prática é fazer uso sempre do filtro solar, independente de qualquer outra forma de proteção.

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