Medula Supra-renal

A medula supra-renal faz parte do sistema endócrino humano e está localizada em posição retroperitonial, apresentando contacto com o pólo superior dos rins (Autor: Bjecas)

A medula supra-renal faz parte do sistema endócrino humano e está localizada em posição retroperitonial, apresentando contacto com o pólo superior dos rins (Autor: Bjecas)

A medula supra-renal faz parte do sistema endócrino humano e está localizada em posição retroperitonial, apresentando contacto com o pólo superior dos rins.

A porção endócrina divide-se em duas partes: o córtex que apresenta hormonas corticosteróides e a medula que contém catecolaminas.

Podemos observar e constatar a presença de fibras nervosas na região supra renal.

A medula supra-renal é a fonte da hormona catecolamínica circulante.

Secreta (expele) também pequenas quantidades de noraepinefrina.

Esses compostos exercem efeitos diversos sobre o metabolismo e sobre os diferentes sistemas do corpo.

A medula supra-renal representa basicamente um gânglio simpático aumentado. Os seus corpos celulares não tem axônios.

Descarregam rapidamente catecolaminas directamente para a corrente sanguínea. São por isso tratadas como células endócrinas e não como células nervosas.

O tecido da medula supra-renal no adulto pesa cerca de 1 g. Esse tecido é constituído por células cromafins.

A medula supra-renal é activada em ligação com o sistema nervoso simpático. Algumas acções da noraepinefrina são reproduzidas e ampliadas pela epinefrina que chega a áreas semelhantes através da circulação sanguínea.

Também apresenta a capacidade de manipular os efeitos da noraepinefrina. Por  exemplo, durante um episódio de hipoglicemia, a medula supra-renal é activada alternadamente sem a intervenção do sistema nervoso simpático.

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Síntese e Armazenamento das Hormonas Catecolaminergicos

Muitos fatores regulam a síntese da epinefrina e da noraepinefrina.

A actividade simpática nervosa aguda activa a tirosina hidroxilase em consequência da redução das coticolaminas circulantes.

A estimulação crónica das fibras pré-ganglionares induz aumentos significativos, tanto na tirosina hidroxilase como de dopamina beta-hidroxilase.

A hormona adrenocorticotrófica ajuda a manter os níveis das mesmas enzimas.

Em situações stressantes, as enzimas são as seguintes: a tirosina hidroxilase e dopamina-β-hidroxilase. Por outro lado, o cortisol estimula apenas a síntese de N-metiltransferase.

Regulação da Secreção da Medula Supra-renal

Dentro da actividade simpática encontramos: a reacção de luta ou fuga, a percepção ou antecipação de perigo (ansiedade), o traumatismo, a dor, a hipovolemia, a hipotensão, a hipóxia, os extremos de temperatura, o exercício intenso e a hipoglicemia.

Dentro da relação de luta ou fuga, podemos encontrar, por parte do hipotálamo que se encontra no cérebro, a descida de impulsos nervosos pelo tronco encefálico e pela medula activando os neurónios simpáticos da coluna lateral de onde partem os impulsos nervosos que ganham diversos órgãos.

As reacções que podemos encontrar são as seguintes: transformação do glicogénio em glicose, aumento do fluxo sanguíneo muscular, aumento do ritmo cardíaco, palidez, bronco-dilatação e midríase.

Podemos igualmente contar com estímulos para a activação dos efeitos das catecolaminas como o estímulo.

A acetilcolina liga-se a receptores nicotínicos e despolariza a membrana de células cromafins. Esta despolarização produz o influxo de íons de cálcio que gera a libertação das catecolaminas.

O metabolismo das catecolaminas é composto basicamente por toda a epinefrina no corpo que deriva da medula supra-renal. A maior parte da noraepinefria circulante deriva das terminações nervosas simpáticas e do cérebro, tendo escapado de sua recaptação.

Porém, o processo metabólico da epinefrina e da noraepinefrina acaba num dos dois produtos excretórios principais.

A epinefrina e a noraepinefrina permanecem na circulação por períodos de tempos extremamente curtos o que permite o ligeiro desaparecimento de seus efeitos dramáticos (1-3 min). 2 a 3% das catecolaminas são excretadas inalteradas na urina.

Grande parte da epinefrina é metabolizada dentro da célula crofafin quando a síntese ultrapassa a capacidade de armazenamento. A epinefrina  e a noraepinefrina circulantes são metabolizadas predominantemente no fígado e no rim.

As hormonas catecolamínicas são metabolizadas por enzimas chaves, catecolaminia O-metiltransferase (C.O.M.T)  e Monomina oxidase (M.A.O) + Aldeído oxidase.

A acção da medula supra-renal só pode se avaliada pela menstruação da epinefrina.

O diagnóstico é obtido através dos altos níveis plasmáticos de catecolaminas em repouso. O tratamento consiste na retirada do tumor da medula supra-renal.

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