Tuberculose

A tuberculose, também chamada em português de tísica pulmonar, é uma das doenças infecciosas mais antigas e que ainda continua a infectar milhões de pessoas.

É considerada uma doença social pois afecta principalmente os países menos desenvolvidos, onde o sistema de saúde é débil.

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Sintomas da Tuberculose

Os pulmões são a parte do corpo que é mais infectada por esta doença, tornando a tuberculose pulmonar a mais comum. A laringe, ossos, articulações, pele, intestinos e rins são outros órgãos afectados.

Os sintomas variam conforme a área afectada, e incluem:

  • Tosse com catarro
  • Febre
  • Suores durante a noite
  • Menos apetite
  • Perda de peso
  • Cansaço em excesso

Em casos mais graves e em que a doença se encontra mais evoluída, podem surgir complicações respiratórias, sangue e pus na pleura pulmonar.

Transmissão da Tuberculose

A tuberculose transmite-se através de aerossóis que são enviados para o ar quando as pessoas infectadas tossem, espirram ou mesmo quando falam.

Quanto mais próximo é o contacto com essas pessoas, mais possibilidades existem de haver transmissão. O nível de infecção do doente também faz variar a taxa de transmissão.

Apenas os doentes que tenham a tuberculose activa podem infectar outras pessoas. Caso se encontre num estado latente, a transmissão não é possível.

Tratamento da Tuberculose

A doença por ser facilmente transmissível obriga a que cada caso confirmado seja imediatamente comunicado às autoridades.

Depois de confirmada a infecção as pessoas com mais contacto com o doente infectado devem fazer análises e saber se foram infectadas.

Tuberculose em cultura (Autor: Imagem em domínio público)

Tuberculose em cultura (Autor: Imagem em domínio público)

Os casos confirmados são então isolados para evitar mais contágios e é iniciado um tratamento antituberculose.

Diagnóstico da Tuberculose

O diagnóstico é feito recorrendo a vários exames. Pode ser feita uma radiografia ao tórax, um exame físico ou ainda:

  • Uma baciloscopia, exame feito usando o escarro do doente que deve ser recolhido logo pela manhã.
  • Teste subcutâneo de Mantoux. Este teste consiste numa injecção do antígeno (substância que vai gerar uma resposta imune) na zona do antebraço, sendo feita uma medição passado 24 horas e conforme o tamanho do nódulo, é confirmado ou não a infecção.

Classificação da Tuberculose

A tuberculose é identificada conforme o grau de patogenia da doença, em 6 níveis. Caso algum doente se encontre entre os níveis 3 a 5, o caso deve ser reportado às autoridades médicas.

  • Nível 0 – Caso a pessoa não tenha estado em contacto com doentes infectados e não esteja infectada.
  • Nível 1 – A pessoa esteve exposta à doença mas não tem nenhum sintoma  e o teste deu negativo.
  • Nível 2 – A pessoa está infectada com tuberculose, o teste de Mantoux deu positivo, mas os testes bacteriológicos e a radiografia foram negativos.
  • Nível 3 – Tuberculose activa. Os testes bacteriológicos, análises clinicas ou a radiografia foram positivos.
  • Nível 4 – Tuberculose não activa. O doente tem um histórico de tuberculose ou uma reacção positiva ao teste dérmico mas não tem nenhuma prova clínica ou radiográfica de estar infectado.
  • Nível 5 – Suspeita de tuberculose. O diagnóstico está pendente e deve ser confirmado ou negado num prazo de 3 meses.

Tratamento da Tubercolose

Os medicamentos disponíveis são bastantes eficazes, de tal ordem que, apenas uma bactéria num milhão escapa à sua acção.

Mesmo assim é necessário usar pelo menos dois medicamentos diferentes.

Isto porque numa tuberculose pulmonar existem mil milhões de bactérias e ainda ficariam cerca de mil bactérias se for apenas usado um medicamento.

São assim combinados pelo menos dois para eliminar totalmente a infecção.

Os antibióticos mais utilizados são: a isoniazida, a rifampicina, a pirazinamida, a estreptomicina e o etambutol. Para facilitar a toma ao doente os 3 primeiros podem estar presentes em apenas 1 comprimido.

Os doentes com infecção de tuberculose não activa (níveis 2 ou 4) e que não contagiam outras pessoas não são considerados casos de tuberculose mas sim infecção latente de tuberculose. Como não existe risco de contágio o tratamento é diferente, principalmente na duração do mesmo.

Na infecção latente de tuberculose, é importante tratar e eliminar a infecção latente para que não se venha a tornar um caso activo.

Normalmente nestes casos o tratamento dura entre 10 a 12 semanas e é depois feita uma avaliação por um médico que determina se o tratamento continua ou não.

Nos casos de tuberculose activa o tratamento pode chegar a durar 5 anos. Nestes casos são usados até 4 medicamentos diferentes para eliminar as bactérias existentes e impedir que surjam novas bactérias que dificultem a recuperação.

A medicação deve apenas ser abandonada após ordem médica e não quando o doente se sente melhor.

A falta de medicação quer por opção pessoal do doente ou meramente por esquecimento pode fazer com que se desenvolvam bactérias mais resistentes aos fármacos.

Se o tratamento for cumprido rigorosamente a taxa de sucesso de cura chega aos 95%.

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