Cebola

A cebola (nome popular) tem como nome científico Allium cepa. Taxonomistas mais jovens dizem que esta espécie pertence à família Alliaceae, no entanto, em métodos taxonómicos mais velhos, é incluída na família Liliáceae. O termo popular está diretamente relacionado com o bolbo característico da espécie (revestido por folhas escamiformes que se dispõem em camadas).

As plantas, de idade mais tenra, têm o bolbo num estado de desenvolvimento precoce e, por isso, são chamadas de cebolo. As flores desta espécie dispõem-se em umbela.

Imagem de Cebola (Autor: Donovan Govan)

Imagem de Cebola (Autor: Donovan Govan)

Esta planta é rica em flavonoides (substâncias com capacidades anti-inflamatórias, antioxidantes, antialérgicas, analgésica, entre outros), nomeadamente, a quercitrina. Assim, a cebola apresenta-se como um bom antioxidante, anti-inflamatório, anticanceroso, antiviral mas também como um inibidor de doenças cardiovasculares e fortalecedor do sistema imunitário. Em estudos recentes, foi descoberta uma relação entre a quercitrina e a inibição de cataratas em diabéticos: esta atua sobre a enzima aldolase-reductase, que tem, como função, na catarata a capacidade regeneradora.

Ao contrário do que se pode pensar, para algumas culturas ou grupos restritos de pessoas, a cebola tem uma relevância simbólica, chegando a ser objeto de veneração para uma determinada seita. O estudioso Ramakrishna, chega a comparar a estrutura do bolbo desta espécie (formado por camadas), à experiencia espiritual de cada individuo. Por outro lado, em tempos antigos, os habitantes do Egipto acreditavam que as hastes, desta planta, protegiam contra doenças do foro mental. Já alguns latinos acreditavam que o bolbo apenas crescia se a lua diminuísse, tendo sido proibida a sua exploração. Há ainda quem pense que a cebola tem propriedades afrodisíacas.

É do conhecimento geral que as cebolas, quando cortadas, fazem chorar. Este fato deve-se à quercitrina que, quando quebrada liberta um líquido bastante incomum, denominado “corgamus”. Determinadas enzimas presentes nesta substancia vão decompor sulfuretos e, consequentemente, produzem ácido sulfénico. Este último, propagando-se pelo ar, vai provocar uma irritação nas terminações nervosas oculares que vão determinar a produção de lágrimas.

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