Triglicerídeos

É comum ouvirmos as pessoas que fazem análises ao sangue dizerem que têm os triglicerídeos elevados.

Vulgarmente referidos como triglicéridos, estas placas de gordura que se acumulam no interior das artérias colocam em risco o funcionamento do organismo e, em casos extremos e não tratados, podem levar à morte.

Os triglicerídeos correspondem a 90% da gordura corporal e 98% das gorduras que se encontram na Natureza (Autor: dicasdanutricionista.com.br)

Os triglicerídeos correspondem a 90% da gordura corporal e 98% das gorduras que se encontram na Natureza (Autor: dicasdanutricionista.com.br)

Os triglicerídeos correspondem a 90% da gordura corporal e 98% das gorduras que se encontram na Natureza.

Em termos gerais, eles são os lípidos (gorduras) de reserva do nosso corpo e resultam do processamento do açúcar dos alimentos que ingerimos através da ação de três ácidos gordos existentes no nosso corpo.

Numa pessoa saudável, os triglicerídeos encontram-se entre uma taxa de 0,50 a 1,80 por litro de sangue.

Quando as análises revelam valores acima desta taxa, diz-se que a pessoa tem os triglicerídeos elevados, ou seja, quer dizer que existem paredes ou placas de gordura no interior das artérias, o que interfere com o seu funcionamento, obrigando-as a um esforço superior ao habitual.

Este excesso de gordura no sangue chama-se dislipidemia e pode conduzir a doenças graves, como ataques cardíacos, anginas de peito e, mais raramente, a acidentes vasculares cerebrais.

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Mudar Hábitos e Aumento dos Triglicerídeos

O aumento dos triglicerídeos está intimamente ligado ao aumento do “mau” colesterol (LDL), já que ambos derivam de um consumo excessivo de gorduras saturadas e requerem acertos na alimentação, por vezes bastante restritivos, e até mesmo, nos casos mais graves, a ingestão de medicamentos para ajudar à sua redução.

Estas duas soluções são extremas e podem causar frustração pelo facto de a pessoa, de repente, se encontrar privada dos alimentos que gosta e normalmente ingere.

No seu dia-a-dia passam a existir os chamados “alimentos proibidos”, o que gera ansiedade e pode pôr em causa o sucesso de tratamento.

Como tal, o ideal é prevenir o aumento quer dos triglicerídeos quer do colesterol, o que implica fazer uma alimentação saudável, bastante variada, que inclua 1,5 a 2 litros de água por dia; sumos naturais; duas a três peças de fruta fresca por dia; pão integral, bem como arroz e massas integrais; verduras e legumes, de preferência frescos, mas podem ser congelados; peixe; carnes magras, sobretudo de aves (p. ex. frango e peru) e também coelho; iogurtes, queijos e leite magros; e temperos à base de azeite (extra-virgem), limão e ervas aromáticas.

Ao contrário, são de evitar alimentos fritos e refogados; alimentos ricos em gorduras, sal e açúcar (p. ex. bolos, chocolates, gelados, batatas fritas, refrigerantes); enlatados; conservas (de lata e de frasco); molhos sintéticos, especialmente à base de natas e maionese; e carnes vermelhas, sobretudo a de porco, mas limitando também a de vaca.

Tendo dito isto, é de ressalvar que existem pessoas magras que, mesmo praticando uma alimentação saudável e fazendo exercício físico regularmente (pelo menos três vezes por semana), apresentam níveis elevados de triglicerídeos e necessitam de recorrer a medicação.

Isto acontece porque o organismo de cada pessoa processa de forma diferente as gorduras no sangue.

O peso genético tem influência nalgumas condições físicas, sendo o nosso perfil lipídico uma delas.

Nestes casos, a pessoa deve tentar procurar histórico familiar de triglicerídeos e colesterol elevado, começando nos pais, ascendentes mais diretos.

Nestes casos, a pessoa necessita de um acompanhamento profissional próximo e pode ser recomendável a eliminação total das gorduras saturadas da alimentação, bem como o aumento do exercício físico para quatro a cinco vezes por semana, sempre sob aconselhamento do médico.

Se tem dúvidas acerca dos seus níveis de triglicerídeos, o melhor é consultar o seu profissional de saúde. Em caso de dúvida, ele solicitará análises, as quais requerem necessariamente um jejum de 12 horas, caso contrário os resultados podem ser prejudicados.

Regra geral, o médico ou o laboratório dão esta indicação, mas em caso de esquecimento da parte deles, tenha-a bem presente antes de fazer a sua análise.

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