Líquido Cefalorraquidiano

O líquido cefalorraquidiano, ou LCR, é um fluído cerebrospinal, corporal estéril, com aparência límpida e incolor, sendo também inodoro.

Anormais são as aparências cristalina, turva, leitosa, rosada, laranja, amarelada ou mesmo sanguinolenta (hemorrágica).

O líquido cefalorraquidiano ocupa o interior dos ventrículos cerebrais, o espaço subaracnóideo, no cérebro, e o epêndimo, o canal central da medula espinal.

Este é o espaço entre o crânio e o córtex cerebral, entre as membranas aracnóide e pia-máter das meninges. Circula de forma constante por todos eles.

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Função do Líquido Cefalorraquidiano

A ação do líquido cefalorraquidiano é de amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinal.

A ação do líquido cefalorraquidiano é de amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinal (Autor: EUSKALANATO)

A ação do líquido cefalorraquidiano é de amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinal (Autor: EUSKALANATO)

Tratando-se de um filtrado do plasma sanguíneo, apresenta uma composição muito semelhante a ele.

O líquido cefalorraquidiano é uma solução salina muito pura, especialmente constituído por proteínas, glicose, sais dissolvidos e por uma rara quantidade de linfócitos, considerados como células imunológicas.

É, em grande parte, elaborado de forma constante, pelas estruturas vasculares peculiares dos ventrículos cerebrais, os plexos coróideos.

Como filtram o sangue, permitem somente a passagem de alguns dos componentes do plasma. O líquido cefalorraquidiano é completamente renovado a cada 10 a 12 horas.

Este líquido, ou líquor, tem como ação o suprimento de nutrientes, assim como a remoção de resíduos metabólicos do tecido nervoso.

Produzido a uma taxa de cerca de 20mL por hora, através dos plexos coroidais, tem um volume total, num adulto de, aproximadamente, 100 a 150 mL .

Preenche as superfícies cerebrais e espinais. Denomina-se de barreira hematoma-encefálica a barreira virtual efetuada pelas trocas bidirecionais entre o sangue, o líquor e o cérebro.

Esta barreira, plenamente desenvolvida nos adultos, evita a penetração de algumas substâncias, tal como a Bilirrubina, potencialmente tóxica para o tecido nervoso.

Colhido em ambiente hospitalar, mediante a punção suboccipital, que fica abaixo do crânio, ou lombar, mais especificamente, entre a terceira e a quinta vértebras. Nas crianças, é retirado na moleira ou mediante a neurocirurgia.

Para a técnica ser completamente bem sucedida, há que haver esterilidade absoluta e ser realizada por um profissional experimentado na tarefa. É colhido por gotejamento em 3 tubos estéreis:

– o primeiro, para análises bioquímicas e sorológicas;

– o segundo, para a microbiologia;

– o terceiro, para a citologia.

Deve evitar-se a repetição da análise, pois, tratando-se de um líquido “nobre”, é necessário, a todo o custo, evitar a repetição do exame.

Simultaneamente à retirada deste fluído, deve proceder-se à colheita de sangue, a fim de comparar as determinações de proteínas, as globulinas, e o nível de glicose.

É imperativo que, após a colheita, o paciente fique em repouso relativo e com hidratação forçada.

Esta colheita serve para diagnosticar a presença de várias doenças, tais como: a tuberculose; a SIDA; a meningite; a sífilis; tumores; a esclerose múltipla; …

Por exemplo, no exame citológico, há que contar as células presentes, por milímetro cúbico.

Demarca-se o predomínio dos linfócitos, com alguns monócitos e raros neutrófilos.

Se o número de leucócitos estiver em excesso, tal poderá significar que existem infeções. O excesso de neutrófilos significa infeção bacteriana. Já o predomínio de linfócitos significa a presença de infeções virais ou tuberculosas…

Na análise microbiológica, também a título de exemplo, a presença do microorganismo Myctobacterium Tuberculosis pode ser detetado por técnicas de biologia molecular.

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2 comentários sobre “Líquido Cefalorraquidiano
  1. Helder disse:

    Bom dia,

    Tive perda de Líquido após lesão. Os médicos nunca me falaram que o líquido se substitui sozinho. Falaram-me em tratamento com remédios para acelerar a recuperação. Visto que sou alérgico a remédios enviaram-me para um especialista que me introduziu um gel protecctor para substituir o líquido cefalorraquidiano. Nunca mais fiquei bem. Tenho dores de cabeça fortes, tenho fraqueza, e tenho pressão excessiva do cérebro. Já passaram duas semanas e isto não passa. Estou estupefacto ao ler este artigo. Eu estava nas mãos de profissionais e nunca me foi dito que o cefalorraquidiano se produzia naturalmente. Que o equilíbrio aconteceria rapidamente a pós cura de qualquer lesão Interna. Não tive traumatismo craniano. Nunca me falaram nem me analisaram hemorragias internas. Apenas se preocuparam com o líquido cefalorraquidiano. Após 4 semanas eu estava bem com excepção do mal estar dos medicamentos e com a preocupação que os médicos me incutiam. Agora, após esta intervenção com um substituto que me chegaram a dizer que é uma espécie de cílicone, estou com muitas dores e só me dão analgésicos. O que pode estar a acontecer comigo. Será que este liquido que me introduziram sairá naturalmente e o líquido cefalorraquidiano voltará ao normal? Obrigado

    • Ana Silva disse:

      Tive hipotensão intracraniana provocada por fistulas espontâneas e perda de liquor cefalorraquidiano.
      Foi no dia 1 de Setembro de 2017 e ainda tenho pelo menos mais 2 a 3 meses de recuperação…
      Temos de ter muitaaa paciênciaaa pois é uma condição muito chata de curar.

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