Índice Cintura-Anca

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Uma boa maneira de visualizar a sua situação ideal pode ser feita através do índice cintura-anca

Quando alguém quer avaliar precisamente qual o seu estado físico, uma boa maneira de poder visualizar a sua situação ideal pode ser feita através da relação cintura-anca (RCA). O RCA é o perímetro da cintura em percentagem do perímetro das ancas. Para determiná-lo, bastará que, com uma fita métrica, meça a sua cintura logo abaixo das costelas e acima do umbigo e que registe essa medida.

Depois, você deve medir as suas ancas exatamente na parte mais larga e registar também essa medida. Por último, será necessário que você divida a medida da sua cintura pela medida das ancas.

Na cultura ocidental, segundo os padrões modernos, é considerada atraente a mulher com RCA de 0,7, ou seja, em que o perímetro da cintura equivale a cerca de 70% do perímetro das ancas. Daí as medidas 86-60-86, em que 60 é aproximadamente igual a 86×0,7.

No entanto, mesmo com medidas superiores, o importante é que se mantenham as proporções. Por exemplo, algumas das mulheres consideradas como ícones de beleza por terem um RCA de cerca de 0,7 são Marilyn Monroe, Salma Hayek, Jessica Alba e Vénus de Milo.

Quando alguém quer avaliar precisamente qual o seu estado físico, uma boa maneira de poder visualizar a sua situação ideal pode ser feita através da relação cintura/anca

Quando alguém quer avaliar precisamente qual o seu estado físico, uma boa maneira de poder visualizar a sua situação ideal pode ser feita através da relação cintura-anca.

Assim, os valores que são tidos como referência são, no caso das mulheres um RCA igual ou inferior a 0,7 e, no caso dos homens, um RCA igual ou inferior a 0,9. Estes valores são importantes pois, algumas doenças tais como as doenças cardíacas podem ser influenciadas pelo índice cintura-anca.

Vantagens do RCA na Prevensão de Problemas Cardíacos

Recentemente, a revista “The Lancet” publicou que a relação cintura-anca (RCA) é melhor que o índice de massa corporal (IMC) para determinar o risco de ataques cardíacos para a grande maioria dos grupos étnicos. De fato, se o conceito de obesidade passasse a ser definido pelo RCA em vez de pelo IMC, chegaríamos à conclusão que o número de pessoas com risco de um ataque cardíaco é o triplo daquilo que se pensava. Isso ajuda a mostrar o porquê de muitas pessoas que têm problemas cardíacos nunca terem estado incluídas nos chamados “grupos de risco”.

Visto que a base para o cálculo do IMC é a relação entre a altura e a massa, ou peso, esse índice não leva em consideração a localização da gordura do corpo e nem a quantidade de massa muscular. Por isso, por vezes acontece que um atleta e alguém que não faz nenhum exercício têm o mesmo IMC. Aliás, no caso de homens mais musculados, através do IMC pode-se chegar à conclusão que o atleta é obeso, quando isso não é verdade.

Segundo vários estudos mostram, poderiam ter sido diagnosticados com bastante antecedência os riscos de um possível ataque cardíaco em muitas pessoas ao redor do mundo, se tivesse sido levado em conta o índice cintura-anca, sendo este índice muito mais fiável independentemente da etnia da pessoa.

Assim, segundo este índice cintura-anca, os países com menor risco de problemas cardíaco são a China, seguida dos países do Sudeste Asiático, encontrando-se em terceiro lugar a América do Norte (que é uma das zonas onde existem mais obesos, segundo a definição de obesidade através do IMC), e em pior posição os restantes países. Como o próprio estudo realizado pelo “Interheat” indica, os mecanismos de proteção ainda não estão claros, sendo que alguns autores especulam que fatores hormonais possam influenciar no perímetro da cintura e da anca e que por isso, podem existir diferenças importantes na composição de gordura nessas duas áreas.

Na verdade, ancas largas são muitas vezes resultado de massa muscular, de modo que, se a dieta levar à perda de massa muscular, isso pode agir contra os benefícios da perda de peso. O Interheart mostrou também que o risco da população atribuível à relação cintura-anca é muito maior que o risco atribuível ao índice de massa corporal. E como os resultados sugerem, as estimativas prévias sobre o efeito da obesidade como fator de risco cardiovascular foram demasiadamente baixas, porque o índice IMC não diz tudo. O estudo conclui por dizer que muito mais poderia ter sido feito se tivesse sido levado em conta o RCA.

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